Sexta-feira, 30 de junho de 2017 às 7:22 em Litoral Paulista
Protestos causam bloqueios em acessos de Santos e São Vicente
Na Divisa Santos/SV, manifestantes empunham cartazes apoiando a greve. (Foto: Rogério Stonoga/AT)

Com faixas e cartazes, manifestantes bloquearam a entrada de Santos, na Avenida Martins Fontes, por volta das 6 horas desta sexta-feira (30), em mais um dia de paralisações contra as reformas do governo Michel Temer. Também há bloqueios no trecho de Planalto da Via Anchieta. 

Veículos vindos de São Paulo não podiam entrar na Cidade. Já aqueles que precisam sair tinham passagem liberada. A Polícia Militar foi acionada e começou a providenciar o desbloqueio das faixas. 

''O direito de greve é de todo o cidadão, mas não podem impedir o direito de ir e vir. Vamos liberar uma via e garantir a segurança deles até a Praça Mauá'', informou o capitão Marcelo Azevedo, da Polícia Militar.

Por  volta das 6h40, uma pista da Avenida Martins Fontes, sentido Santos, começou a ser liberada. Às 7h10, as duas pistas estavam liberadas ao tráfego. 

De acordo com a PM, homens da corporação estão a postos para garantir a segurança da população. Conforme Polícia Militar, apenas em Santos há registro de manifestações, todas pacíficas.

> Veja o que o movimento preparou para esta sexta-feira 

PM libera uma faixa de acesso a Santos pela Av. Martins fontes. (Foto: Matheus Muller/AT)

Anchieta

As manifestações também afetam o trecho de Planalto da Via Anchieta. A pista lateral sentido São Paulo está interditada no km 16, na altura de São Bernardo do Campo. Um grupo de pessoas segurando cartazes e bandeiras ateou fogo em pneus, bloqueando a via. O Corpo de Bombeiros está fazendo limpeza no local e o trecho está parcialmente bloqueado.

Para evitar transtornos, a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), recomenda utilizar a Rodovia dos Imigrantes.

> Relembre a cobertura do último protesto na região

Os protestos na entrada de Santos contam com a presença do presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Ricardo Saraiva, o Big, e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção civil, Montagem e Manutenção industrial (Sintracomos), Marcos Braz de Oliveira, o Macaé.

''Estamos em vários locais organizando essa manifestação. Vamos mantendo para verificar o decorrer das coisas. Depois, vamos à praça Mauá. Não podemos pagar essa conta, e sim quem roubou, quem desorganizou nosso País''. Apesar do bloqueio, pedestres e motociclistas estão conseguindo passar. 

 

Segundo Big, ainda não há horário para a manifestação no Centro da Cidade. 

Luta

Segundo Jocenita Silva dos Santos Coelho, representante da Força Sindical, a luta é pelo direito dos trabalhadores. Sou soldadora naval. Estão tirando nossos direirtos, os da minha filha, do nosso futuro. E dos nossos aposentados, que trabalham a vida inteira''. 

Big e policial militar, durante negociação para a liberação da entrada da Cidade. (Foto: Nirley Sena/AT)

Divisa Santos/SV

 

A divisa entre Santos e São Vicente, na pista sentido Ponta da Praia, foi bloqueada por manifestantes pouco antes das 6 horas. Próximo à Linha Amarela, muitos usuários dos coletivos optaram por descer dos ônibus para seguir o caminho. 

No último protesto - durante greve geral em 28 de abril - alguns motociclistas entraram em discussão com os manifestantes. Desta vez, parte deles optou por fugir da manifestação desta sexta-feira (30) caminhando com as motos na pista sentido São Vicente, que não foi bloqueada. 

Cones foram espalhados pela Avenida Presidente Wilson, sentido São Vicente/Santos, para demarcar o espaço onde os manifestantes estão protestando e onde irão passar os veículos. Às 6h44, uma das faixas sentido São Vicente-Santos foi liberada. 

Trabalhadores protestam em frente à Refinaria Presidente Bernardes. (Foto: Alberto Marques/AT)

Cubatão

Em frente à Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, por volta das 6h40, cerca de 30 pessoas estavam em frente a uma das entradas da sede antiga da empresa, na Praça Caio Stênio de Albuquerque, aguardando os trabalhadores do novo turno de trabalho, que tem início às 7 horas.

 A intenção dos manifestantes é convencer os colaboradores da empresa a não entrarem na empresa e aderirem à greve.

Já na entrada da nova sede da refinaria, na Avenida 9 de abril, um veículo com sindicalistas aguarda a chegada do trabalhadores da área administrativa da Refinaria, o que há previsão de ocorrer entre 7h30 e 8 horas.

Participam desta manifestação o Sindicato dos Petroleiros e pessoas de fora da região, principalmente do movimento Mulheres em Luta. Os manifestantes seguram faixas com dizeres como "Comitê pela Greve Geral"e contra o presidente Michel Temer.

 

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